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Quando me formei em educação especial e reabilitação ficou claro para mim que todos nós precisamos de nos reabilitar de algo. Apesar destes dois conceitos estarem comumente associados a pessoas com necessidades especiais – qualquer pessoa tem características únicas e portanto uma forma única de aprender, bem como, qualquer pessoa tem uma ou mais áreas de vida onde pode ganhar novas habilidades. Reforcei nesta altura o olhar ainda mais profundo que já tinha sobre mim e quem me rodeava. Cada ser humano é único e inigualável. Tem um conjunto de necessidades e potenciais únicos. Não sei se existem duas pessoas que consigam sentir exatamente a mesma coisa. Mas sei que sentimos coisas muito semelhantes o que nos leva á questão da média. Tudo o que encaixa dentro da média é “normal”, já o que fica de fora… bom o que fica mesmo ali ao lado da média sofre um pouco aquele efeito de entrar dentro de um par de calças apertado “…encolhe, encolhe… e pumba deu para fechar as calças” os que estão claramente longe da média… bom para esses é preciso um batalhão de pessoas especializadas cada um na sua área.

Sabem uma coisa, somos todos pessoas com necessidades especiais. Cada ser humano é único e está na altura de começarem a surgir mais e mais infraestruturas que apoiem o crescimento dessa unicidade de cada um. Falou-se tanto do fim do mundo! Mas tenho a sensação que a maior parte das pessoas não entendeu que o mundo como o conhecíamos já terminou. A frequência da terra – ressonância de Schumann – já mudou. E quando o campo vibracional da terra muda – tudo o que nela habita muda também!

As necessidades de hoje são diferentes das necessidades de há 20/30 anos atrás! Mas continuamos a fazer uma série de coisas em concordância com isso. É altura de cada ser humano dar início ao seu processo de desformatação e reequilíbrio mental, emocional e energético, assumindo a sua responsabilidade e unicidade pessoal.

A desformatação pode ser a nova emancipação do nosso século. Um reequilíbrio do corpo mental, emocional e energético.

Aquilo em que acreditamos condiciona a forma como pensamos e criamos a nossa vida. É urgente remeter cada um para a noção de que é responsável pela sua vida e pelas escolhas que faz – os outros e o que nos acontece – passam a ter um papel secundário. Quando falamos de reequilíbrio mental o nome do jogo é: de que forma eu vou escolher reagir a este evento? Qual é o alimento mental que escolho para o meu corpo? E para isto fazemos uma viagem por nós próprios para descobrir afinal quanto do que pensamos e acreditamos é realmente nosso ou é simplesmente aquilo que eu aprendi e apreendi dos vários contextos em que estive inserido.

Por detrás dos nossos pensamentos estão as nossas emoções e por detrás de cada emoção está um conjunto de imagens que é acionado. O estilo de vida acelerado a que temos assistido nos últimos anos tem como consequência que o ser humano habite num corpo físico sem o conhecer e muitas vezes sem o sentir. E quando falamos de reequilíbrio emocional o nome do jogo é: O que é que eu estou a sentir? Como cuido das minhas emoções? Como na maioria das vezes as pessoas estão adormecidas dentro do seu próprio corpo, não se conhecem, nem reconhecem as várias sensações e emoções. É importante trabalhar a noção consciente de que estou a sentir isto – mas eu não sou isto.

Por detrás do nosso corpo mental e emocional está a nossa verdadeira casa – o Corpo – e peço desculpa pela arrogância mas é aqui que tudo acontece. O Corpo é sagrado e deveria ser respeitado por cada um como o seu templo… mas não há tempo. Só aparece tempo quando a vida entra em ação e a seguir é preciso reabilitação – daquela que é normal e entra na média. Quando falamos em reequilíbrio energético o nome do jogo é: como cuido da minha energia? Como cuido do meu corpo físico? Qual é a qualidade do alimento que lhe dou?  Quer o corpo mental como o emocional estão ligados ao fisíco. Tudo é energia e no universo nada se perde porém tudo se transforma. Os nossos pensamentos bem como as nossas emoções têm uma determinada frequência e dá tanto trabalho escolher ser optimista como ser pessimista, por isso escolham colocar o foco nas soluções. A  alimentação e o exercício físico têm também um papel fundamental para que o nosso corpo responda no seu melhor.

Para que esta nova forma de emancipação possa acontecer é preciso uma desformatação. É preciso desintoxicar os nossos corpos mental, emocional e físico, uma nova forma de pensar de sentir e de viver para que o novo humano possa também nascer – essa é uma das vertentes dos Florais de Anura – auxiliar que essa transformação ocorra da forma mais suave possível, ressalvando a beleza que só as plantas sabem ter.

Da tua Coach de Alta Performance, Ana.

 

 

 

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